O site dos cursos do NETCCON.ECO.UFRJ CONSTRUÇÃO DE UTOPIAS: A QUESTÃO DOS ESTADOS MENTAIS E DE NOVAS PRÁTICAS TEATRAIS E COMUNICATIVAS e CONSTRUÇÃO DE ESTADOS MENTAIS NÃO-VIOLENTOS NA MÍDIA
Diante de um tsunami de crises cabe a pergunta se realmente são crises ou a oportunidade única de arriscar a possibilidade do desafio de pensar de uma maneira até agora não pensada mas tão percebida em um abraço, em um sorriso amigo, em uma experiência de energia sincera? Por isto pensamos que a Vida toda e cada um é uma utopia. Somos o resultado um processo biomental que começou, dizem os especialistas, nas estrelas. Sim, estas que mesmo sendo reconhecidas cientificamente como a nossa origem ainda estão entregues aos poetas, aos namorados e a poucos filósofos, como se elas não falassem a realidade.
Chegando aqui perto de você, pense, você é o resultado da união de uma tentativa de alguma forma de amor, de presença cênica, de ato integral, de encontro -de comunicação, portanto- entre seu pai e sua mãe. Nós somos o que começou, em termos mais imediatos para o nosso umbigo, com um espermatozóide e um óvulo. Como então chegamos até aqui e vamos em direção ao futuro? Imaginando-nos e fazendo, como disse em 2004 minha sábia filha Úrsula Mey.
Isto é utopinizando-nos.
O desprezo pelas “utopias”, portanto, nada mais é do que a tentativa da presente “utopia”, exaustiva e comprovadamente insustentável, tanto do ponto de vista psíquico, quanto social e ambiental, de legitimar-se como a realidade concreta… Que realidade concreta é esta, se ela é insustentável pelo peso mórbido da mentalidade que a move?
Este é o espírito que nos move. Seja bem vind@. Somos Utopias Construídas.
Este conceito foi criado pel@s alun@s da disciplina Construção de Utopias: a Questão dos Estados Mentais e de Novas Práticas Teatrais e Comunicativas, em reunião com @s alun@s da disciplina Construção de Estados Mentais Não-violentos na Mídia (ambas criados pelo NETCCON.ECO.UFRJ).
Como todo conceito, uma vez que somos construções biomentais, é a vitória de um projeto político: a vitória da autonomia, da resistência e da criatividade contra o mal estar de uma experiência que se pensou civilização mas que tem muito mais de barbárie, insustentável barbárie.
Evandro Vieira Ouriques
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